Retrospectiva 2024: Um Ano de Transformação e Evolução Analítica

2024 foi um ano de muitas conquistas e desafios! Enquanto estive mais afastado das redes sociais, tive o privilégio de conduzir projetos incríveis ao lado do time espetacular do Cappra Institute. Quero aproveitar este momento para compartilhar um pouco do impacto que geramos e das histórias que marcaram o nosso ano.

Neste ano, trabalhamos para acelerar a cultura analítica de organizações como SEBRAE, Novo Nordisk, RD Saúde, Banrisul, SENAC, Electrolux, Banco do Brasil, SERPRO, IMA Têxtil, CAIXA Econômica Federal e Ypê. Esses projetos, que envolveram consultorias, mentorias, workshops e treinamentos, foram conduzidos com uma metodologia proprietária que promove mudanças reais nas organizações ao focar em change management e no desenvolvimento de uma mentalidade data-driven.

Entre os destaques, um dos projetos que mais nos encheu de orgulho foi com o sistema SEBRAE. Mensuramos a maturidade analítica em 27 estados do Brasil, identificando pontos de melhoria que já estão sendo implementados para fortalecer o empreendedorismo no país. Ver o impacto direto desse trabalho no desenvolvimento econômico e social é algo que nos motiva profundamente.

Outro grande desafio foi atender a Novo Nordisk em nível América Latina. Além da barreira do idioma, a missão era transformar uma empresa que já vive um crescimento impressionante, mas que entende a importância de continuar evoluindo para se manter no topo. É muito mais fácil iniciar mudanças em momentos de sucesso – e ver essa consciência em empresas tão robustas é inspirador.

Em 2024 também incorporamos inteligência artificial (IA) em várias de nossas metodologias. Usamos IA para ativar o pensamento crítico em lideranças de diferentes setores, ajudando organizações a entender o que esperar da tecnologia no futuro e como começar a utilizá-la de forma prática agora. Pequenas aplicações de IA já estão gerando grandes resultados, sem a necessidade de projetos complexos que levam meses para sair do papel.

Se 2024 foi transformador, imagino o potencial de 2025! Estou preparando um post logo em janeiro com as tendências e previsões para o próximo ano, então fique de olho. Spoiler: há muito mais para explorar e construir!

Meu convite para você é: reflita sobre como a cultura analítica pode transformar sua organização. Se você acredita que já atingiu o máximo, talvez seja hora de repensar. E se você já está convencido de que o mundo muda constantemente, parabéns! Continue acelerando essa mentalidade onde estiver.

Que 2025 seja um ano ainda mais incrível, de evolução e conquistas. Vamos juntos construir um futuro data-driven!

Abraço! 🚀

Por que sua empresa deve olhar para dados?

gravação do podcast plano de voo

Participei junto com Pedro Venturini do Podcast Plano de Voo – SEBRAE RS em um papo super legal com a Alexandra Zanella num papo para esclarecer o uso de dados dentro de pequenas e médias empresas, além de auxiliar os futuros empreendedores já adicionar dados no seu dia a dia do novo negócio.

Onde estão os dados dentro da sua empresa?
Como usar dados para ajudar no relacionamento com os clientes?
Qual a pergunta principal ou a raíz do problema ou dor do negócio?
Usando dados para tomar decisões data-driven

Essas são algumas das perguntas que discutimos durante esse podcast, pode escutar o episódio para entender um pouco mais esses tópico.

BIG DATA VS SMALL DATA

Cada vez mais escutamos pessoas falando do uso do big data para melhorar o processo de tomada de decisões no mundo das empresas e do marketing, mas ao mesmo tempo, lemos várias matérias falando sobre o quanto projetos de big data falham.

No Brasil, inúmeras empresas estão passando ou tentando passar pela revolução do big data, numa busca incansável e muitas vezes onerosa, para implantar soluções de big data em seu dia a dia, mas quase nenhuma tem uma cultura data-driven, e por isso estão muitas vezes, no jargão popular, deixando o dinheiro ir pelo ralo.

Sim, já é possível criar ótimas iniciativas usando big data e inteligência artificial para automatizar e melhorar processos, porém ainda é imprescindível a presença de um humano, treinando, validando, complementando esses algoritmos, a fim de obter melhores resultados.

Basicamente o que estamos dizendo é que uma solução de big data implantada hoje não trará melhoria imediata para a empresa, mas tende a trazer melhorias progressivas ao longo do tempo.

Agora, se as empresas não estão preparadas para usar o big data, qual o caminho?

Começar pequeno com o small data!

big data é muitas vezes definido por 3 Vs (variedade, volume e velocidade), contendo dados complexos estruturados e não estruturados provenientes das redes sociais, sensores, devices, textos, imagens, vídeos entre outros.

https://www.g2.com/articles/big-data

Enquanto isso, o small data está disponível dentro de qualquer empresa e consiste desde  relatórios de vendas, relatórios financeiros, resultados de campanhas, visitas ao site, até cadastros em CRMs, que muitas vezes estão sob o domínio de poucas pessoas e, o que é pior, de forma desconectada.

small data nada mais é do que dados em volume e formato facilmente acessíveis e compreensíveis pelos tomadores de decisão. Normalmente, são dados estruturados e prontos para serem analisados.

Mas falta algo na maioria dos casos: compartilhar as informações para que possam ser cruzadas e analisadas, além de automatizar a união desses relatórios de forma estruturada para que toda a empresa possa tomar decisões baseadas nas mesmas informações.

Um bom início é a criação de dashboards inteligentes que exibam a informação de forma fácil e ajudem a empresa como um todo, ao mesmo tempo que empodera cada departamento a tomadas de decisão mais ágeis e assertivas.

Então, antes de começar a pensar no big data, as vezes é necessário usar as informações que já estão dentro de casa com um olhar mais estruturado e integrado.